Bonome
já era figura comum nos corredores do Diário. Após não conseguir vaga como
chefe do Executivo andreense, sendo derrotado por Grana – o qual, inclusive,
não apoiou no segundo turno, optando por Aidan – o político passou a circular
no periódico sob o argumento de que, ali, instalara um escritório.
Estranho,
não?
Se
assumirmos que um ponto sem nó foi dado, podemos concluir que a proximidade com
Ronan o levou à citada aquisição. Mas muito raramente fios desamarrados fazem
parte do métier da política.
Pensando
no lado eleitoreiro da coisa, ter o controle – ainda que parcial – do mais
aclamado jornal da região é um negócio da
china. E neste processo a decadência completa de tudo que o jornalismo
representa – ou deveria representar – é inevitável. Infelizmente, hoje é comum
que administradores de empresa controlem os jornais, e, inclusive, suas linhas
editoriais – que, claro, se tornam condizentes com seus interesses econômicos.
Normal: tudo é um produto no mundo moderno, principalmente a informação.
E
se o asco do Diário em relação às
administrações que não anunciam em suas páginas já é acentuado, a inclusão de
um candidato em seu quadro de chefia provavelmente fará com que isso se torne a
pedra fundamental do jornalismo praticado pela publicação.
Oremos,
caros jornalistas! Peçamos ao santo protetor das redações - no meu caso é Hunter S. Thompson - que ilumine a mente
dos leitores, pois dias pesarosos virão, e isso não estará escrito no gibi (que
convenhamos, anda muito mais confiável que a maioria dos jornais!).
Procurado
para comentar o caso, Bonome não retornou as ligações realizadas pelo Cafife.
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